quinta-feira, 24 de setembro de 2009

TUDO QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE BURSITE

BURSITE

É um termo que era conhecido no passado quando uma pessoa era portadora de dor no ombro de origem inflamatória. Na época, supunha-se que a dor no ombro era causada pela inflamação de uma estrutura chamada bursa ou bolsa, daí a denominação de bursite ao processo inflamatório que atingia esta estrutura. No entanto, temos esta estrutura em outros locais de nosso corpo, como quadril, cotovelo, etc. e que podem também inflamar e causar bursite nestes vários locais. Portanto, bursite não é afecção exclusiva do ombro. O tratamento de eleição na época era injetar cortisona nesta bolsa para acabar com a inflamação, as tão conhecidas e dolorosas “infiltrações” na tentativa de acabar com a dor e a moléstia. Durante muitos anos aceitou-se esta teoria assim como seu óbvio tratamento. Com o correr dos anos, verificou-se que este tratamento era provisório e a dor voltava e algumas vezes com algumas complicações. Muitos estudos foram feitos à este respeito e aos poucos chegou-se à conclusão que na verdade a dor no ombro, que era atribuída à inflamação da bursa (bursite), tinha uma causa bem mais complexa e que envolvia outras estruturas, tais como a forma e a estrutura dos ossos do ombro, ligamentos locais, tendões, etc. Uma alteração nestas estruturas ou seu mal uso, poderiam causar inflamação nos tendões, bursas e mesmo rupturas de estruturas que envolviam o ombro. Hoje, sabemos que a inflamação da bursa é apenas uma das estruturas atingidas nesta afecção, e portanto não adianta fazermos infiltração na esperança de cura desta moléstia. È ainda motivo de estudo sua causa e tratamento, tendo sido desenvolvida várias técnicas cirúrgicas nestes últimos anos e que estão cada vez mais sofisticadas e menos agressivas, como a vídeo-artroscopia que hoje está sendo bastante usada. Em lugar do termo bursite, que obviamente não condiz com os conhecimentos atuais, alguns preferem, quando ainda não se determinou a causa, o termo “Ombro doloroso” que englobaria várias causas desta afecção, como as chamadas peritendinites calcárea (conhecidas popularmente como calcificação no ombro), a síndrome do impacto em seus vários graus, que vai desde uma simples tendinite, até a ruptura total do chamado manguito rotador do ombro ou mesmo dor no ombro em que o paciente vai perdendo os movimentos chegando mesmo a uma rigidez desta articulação, a chamada “capsulite adesiva de ombro”.
Quanto ao tratamento, costumamos iniciar com tratamento clínico, chamado de “tratamento conservador”, que consistem em prescrevermos uma medicação adequada, fisioterapia baseada principalmente na eletroterapia, alguns cuidados especiais como o posicionamento e movimentação do ombro e exercícios específicos para correção do desequilíbrio muscular do manguito rotador ou mesmo em alguns casos muito específicos as infiltrações. Caso este tratamento não tenha um bom resultado será indicada cirurgia, de preferência por vídeo-artroscopia. Por outro lado, existem alguns casos em que tanto pelo grau de comprometimento do ombro como pela idade, condições físicas e profissão de nosso paciente, está indicado tratamento cirúrgico precoce ou mesmo tratamento puramente conservador. Como em qualquer parte da medicina, “não há um divisor de águas nítido”, na indicação de um tratamento cirúrgico e um tratamento conservador, valendo a experiência , a vivência e o conhecimento do Ortopedista.
Em resumo, podemos dizer que este tipo de afecção tem uma etiologia complexa e múltipla, entrando em jogo múltiplos fatores, dentre os quais a presença de osteófitos da articulação acrômio-clavicular, o esporão do acrômio, a forma do próprio acrômio, desequilíbrio muscular, etc. Estas estruturas que estão alteradas, assim como o excesso ou o mal uso do ombro, podem causar inflamações e mesmo rupturas de várias estruturas além da bursa, tais como o tendão longo do bíceps, manguito rotador, etc. causando dor, em geral referida como uma dor que começa no ombro irradiando-se para braço ou mesmo aparecendo apenas no braço, piorando com os movimentos e melhorando com o repouso. Às vezes predomina a dor de caráter noturno, passando melhor durante o dia. Esta dor poderá levar também a uma limitação de movimentos do ombro, isto é, perder alguns movimentos, o que dificulta mais seu tratamento.
Para se fazer um tratamento adequado é preciso um diagnostico correto e portanto saber qual a estrutura atingida e se possível sua causa. Para tanto, após a entrevista com nosso paciente e um exame físico adequado fazemos alguns exames, dentre eles as radiografias, a ultra-sonografia e se necessário a ressonância magnética para podermos determinar que estrutura está alterada e desta forma fazermos um tratamento correto. Como dissemos acima, existem condições em que somente a cirurgia poderá resolver este problema e infelizmente, como em qualquer campo da medicina, há casos que pouco podemos fazer pelo nosso paciente. Como sempre afirmamos em Medicina, “cada caso é um caso”, não havendo um tratamento “padrão” para o mesmo e assim cada paciente terá um tratamento adequado para seu ombro. O fundamental é que procure seu ortopedista o mais breve possível do início da moléstia para evitar complicações.













ALONGAMENTOS E AQUECIMENTO .



Os alongamentos devem fazer parte de nossa vida diária, da mesma forma que o alimento e o sono, pois é através dos alongamentos que vamos aumentar nossa flexibilidade e deixar nosso corpo mais relaxado e solto. De opcional que é, passa a ser obrigatório quando fazemos exercícios físicos. A nosso ver, os exercícios de alongamento devem ser feitos antes e depois de qualquer atividade física, pois diminuem os riscos de lesões musculares e tendíneas, reduzem as dores musculares que vêm após os exercícios, diminuem a tensão muscular proveniente dos exercícios, melhoram o desempenho na atividade física além de aumentar a amplitude dos movimentos articulares.  Feitos de forma adequada, vamos nos sentir com movimentos mais livres e mais amplos e preparados para iniciarmos os exercícios de aquecimento, que é de fundamental importância para o bom desempenho do atleta. No entanto, alguns estudos mostram haver vantagens em iniciarmos com o aquecimento e depois fazermos os alongamentos. Como nos esportes necessitamos também fortalecimento muscular, precisamos ter um equilíbrio entre musculação e alongamentos para evitar alongamento excessivo, fato este que pode trazer diminuição de força muscular. No caso de praticar exercícios estafantes, os alongamentos também devem ser feitos no final da atividade física, diminuindo desta forma a tensão muscular e favorecendo uma recuperação muscular mais precoce. Os alongamentos podem ser feitos de duas maneiras, em geral uma seguida da outra. Iniciamos de maneira suave (alongamento suave) até sentir uma pequena tensão, mantendo o músculo alongado e relaxado sem sentir desconforto ou dor em torno de 10 a 15 segundos. Normalmente esta sensação de tensão também desaparece. A seguir, continuamos o alongamento, porem alongando um pouco mais sentindo novamente a sensação de uma leve tensão porem sem dor ou desconforto (alongamento progressivo) por mais 10 ou 15 segundos

Aquecimento- O objetivo do aquecimento é o de aumentar a temperatura corpórea e com isto, aumentar a força de contração muscular, melhorar a coordenação neuro-muscular e como decorrência, prevenir as lesões musculares. O aquecimento também promove uma predisposição psíquica à performance do esporte (dá mais “garra”). A cada grau de temperatura corporal aumentado, o metabolismo celular aumenta, resultando com isto uma liberação mais rápida de oxigênio do sangue para os músculos.

 Pessoalmente, antes de fazer uma atividade física, principalmente aquelas que demandam um exercício mais intenso, como trilha de bicicleta, costumo iniciar com alongamentos rápidos (06 a 08 segundos), seguido de aquecimento e novamente volto aos alongamentos tipo suave para depois praticar a atividade física desejada, terminando com a desaceleração e novamente os alongamentos porém do tipo progressivo.  Exemplificando, para fazer trilha com bicicleta faço primeiro os alongamentos do tipo rápido. A seguir, além de realizar rotações nas várias articulações dos membros superiores e inferiores, ando de bicicleta durante 10 a 15 minutos de forma leve (aquecimento), com isto aumentando minha freqüência cardíaca, seguido novamente dos alongamentos do tipo suave. Ao começar a trilha, vou aumentando gradativamente a intensidade das pedaladas até perceber que estou “solto e quente” a partir do qual passo a pedalar de forma rápida e correta, como pode ser visto no artigo “bicicleta- técnica básica e ergonomia” neste mesmo site. Como veremos a seguir, no final das pedaladas faço a desaceleração e termino com o alongamento progressivo.

 Desaceleração- Da mesma forma que nos aquecemos para a prática do esporte, ao termina-lo vamos “esfriar” nosso corpo, simplesmente diminuindo o ritmo do mesmo durante alguns minutos. Citando o mesmo exemplo, no final das pedaladas giro o pedal de forma leve sem fazer força durante alguns minutos (3 a 5 minutos). A seguir, recomendamos fazer os alongamentos do tipo progressivo. Com estes procedimentos (alongamentos, aquecimento e desaceleração) há uma diminuição dos riscos de lesões musculares, redução das dores musculares após os exercícios, redução da tensão muscular devida ao exercício, redução do risco de cãibras (a chamada cãibra do esportista), redução da sensação de fadiga e uma recuperação muscular mais rápida, principalmente nos “jovens” da terceira idade.

Obs- Não vamos confundir a chamada cãibra do esportista, aqui relatada, com as câimbras de outras origens, como a de origem vascular, neuromuscular ou metabólica que merecem uma investigação médica.

 Concluindo, a falta de alongamento e aquecimento pode implicar em alguns distúrbios, como: Diminuição da performance do esporte, movimentos iniciais mais presos, diminuição da agilidade, maior facilidade em sofrer estiramentos musculares, etc. além de outros fatos já comentados acima. Se adicionarmos o cansaço que surge no final dos exercícios, principalmente nos esportes que saltam e correm, também estamos sujeitos a sofrer rupturas de tendões, como acontece com tendão de Aquiles, cujo tratamento geralmente é cirúrgico. Neste último caso, a causa desencadeante é a mesma da distensão muscular, ou seja, um movimento forte e de rápida contração ou um movimento exagerado contra uma grande resistência. Geralmente observamos esta ruptura no inicio (quando ainda estamos “frios”) ou no final do jogo ou corrida quando há um grande cansaço muscular.



 Resumindo. Ao realizarmos uma atividade física, principalmente as mais estafantes, necessitamos fazer alongamento, aquecimento e desaceleração conforme descrito acima para diminuir o risco de lesões musculares ou tendíneas, redução das dores musculares após os exercícios, redução da tensão muscular, melhora do desempenho nos esportes, aumento da flexibilidade, recuperação muscular mais precoce, redução do risco de cãibra do esportista, etc.

    Quanto aos alongamentos mais usados na bicicleta, seja ela comum ou estacionária, veja em nosso artigo “Bicicleta estacionária” neste mesmo site, os que mais usamos em nossa clinica. Caso tenha dúvidas, venha conversar com nossos fisioterapeutas que terão prazer em recebe-lo.

 Mais detalhes sobre alongamento, fortalecimento e desaceleração consultar profissionais de Educação Física, fisiologistas e fisioterapeutas. Também vale a pena conferir neste mesmo site a maneira correta de pedalar, tamanho ideal da bike, lesões decorrentes do uso errado da bicicleta, intitulado “bicicleta- técnica básica e ergonomia”.



TEM MAIS DETALES NO SITE:

http://www.ortoclinicabauru.com.br/art_along.htm


EU CONHEÇO ESSA EQUIPE SÃO OTIMOS PROFICIONAIS

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