sábado, 7 de maio de 2011

O que é leishmaniose?


A Leishmaniose canina é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado (fêmeas da espécie Lutzomia longipalpis - também conhecido por mosquito-palha). Trata-se é uma doença sistêmica grave, de curso lento e crônico. Trata-se de uma zoonose portanto merece sua importância na saúde pública
 

O calazar canino, do ponto de vista epidemiológico, é considerado mais importante que a doença humana, pois além de ser mais prevalente, apresenta um grande contingente de animais infectados com parasitismo cutâneo, que servem como fonte de infecção para os insetos vetores. Estas características tornam o cão doméstico o principal reservatório do parasito. Durante epidemias o homem também pode servir como reservatório do parasito, para a infecção do inseto vetor.


Sintomas:
  • Perda de peso e/ou falta de apetite
  • Apatia e debilidade
  • Seborréia, feridas que não cicatrizam
  • Crescimento rápido das unhas
  • Anemia
  • Inchaco dos ganglios
  • Insuficiencia Renal
  • Diarreias persistentes, vomitos
  • Lesoes Oculares (conjuntivites)
  • Hemorragia nasal (epistaxe)
  • Ferimentos ao redor dos olhos e na pele


Vale a pena lembrar que a grande maioria dos cães, 60% são assintomáticos



Como prevenir?
Pode-se prevenir a leishmaniose através na vacina, uso de coleiras apropriadas e repelentes a base de citronela de preferência. O flebótomo , o mosquito-palha, é um inseto bem pequeno e costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição. Portanto evitar acúmulos de lixo de casa é uma maneira contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos. Lembre-se lugar de lixo é no lixo

Controle da Doença:
A expansão da doença canina e seu potencial zoonótico levaram, por parte das autoridades sanitárias, o direcionamento do controle para a população canina, baseado no inquérito sorológico e sacrifício dos cães positivos. Com a argumentação de que a carência econômica existente no país aumenta o contingente de humanos susceptíveis, em decorrência principalmente da desnutrição e condições inadequadas de vida, o sacrifício dos cães tem sido nas últimas 4 décadas a base de controle adotada no Brasil. Esta prática é hoje inaceitável na Europa e cada vez mais contestada pelos proprietários de cães e pela comunidade de veterinários de pequenos animais, sobretudo pelo crescente número de publicações científicas sobre o tratamento canino.

Os esforços para o controle dos vetores são direcionados, principalmente para as formas adultas dos flebótomos, pois os criadouros da maioria das espécies são ainda desconhecidos. O uso de inseticidas residuais (DDT, fosforados e piretróides sintéticos) no interior das casas e abrigos de animais é considerado eficiente para reduzir a população peridoméstica dos flebótomos e conseqüentemente a transmissão parasitária. Entretanto o efeito é temporário e exige um programa contínuo. No Brasil as ações de controle do vetor foram sempre descontínuas por diversas razões. A liberação de verbas, a alocação e contratação de mão-de-obra dependem de decisões políticas orçamentárias. Os programas que são implementados não surtem o efeito esperado e como conseqüência ocorre a reinfestação dos ambientes e reaparecimento de casos humanos e caninos de calazar. Ainda não foram relatados, no Brasil, casos de resistência aos inseticidas comumente utilizados.


A eutanásia de cães soropositivos é uma medida de controle recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), contudo a própria entidade reconhece que existem cães de grande valor afetivo, econômico e prático e por isso não podem ser indiscriminadamente destruídos. Profissionais ligados aos órgãos públicos de controle a leishmaniose visceral observam que o momento da busca do cão para eliminação é carregado de forte componente emocional, significando a determinação da “sentença de morte” para um “membro da família” dada a significância que o cão tem no ambiente familiar. Este sentimento faz com que muitos proprietários de cães não aceitem esta estratégia de controle, proporcionando alto índice de recusas, contribuindo para a manutenção da cadeia de transmissão. São necessárias, adoção de medidas alternativas que possam suprimir esta lacuna no controle, além de diminuir o ônus emocional que a mesma representa.


Entretanto, a resistência por parte dos proprietários em entregar os cães para a eutanásia, baseia-se não somente no papel que o cão assume no contexto familiar. Principalmente nos meios urbanos, estes animais executam diversas funções como: guarda, salvamento, guia de paraplégicos, prática de esportes, repressão à criminalidade e ao tráfico de drogas, além do valor cinófilo de alguns exemplares.


O conhecimento de que a doença canina não é uniformemente fatal e que alguns cães podem apresentar cura espontânea, levou a comunidade científica médico-veterinária à experimentação de tratamento dos animais. Os resultados obtidos conduziram a protocolos bem sucedidos já aplicados em alguns países. A OMS reconhece que a eutanásia dos cães infectados, na maioria dos países, se reserva cada vez mais para casos especiais, como resistência aos fármacos, recaídas repetidas ou situações epidemiológicas perigosas, pois a maioria dos veterinários preferem administrar um tratamento antileishmaniótico, acompanhando atentamente as recaídas.


Os mesmos estudos indicam que a opção pela eliminação de cães, deveria ser em escala de importância, a terceira medida adotada. Outra crítica a esta opção, é a pouca agilidade observada entre a coleta de material, realização do diagnóstico e a ação de busca de cães infectados e sua eliminação, caso fosse realizada de forma ideal, isto é, baseada em melhores técnicas diagnósticas de forma ágil, poderia resultar em algum impacto sobre a transmissão, porém apenas de forma linear. Neste contexto, os autores verificaram que o tratamento canino reflete significado semelhante ao do sacrifício no controle de leishmaniose visceral canina.


Uma medida direcionada à população canina que não pode ser esquecida é o controle de cães vadios, modestamente realizados nos centros urbanos brasileiros, que deveria ser assumida como prioridade, pois estes animais podem ser veiculadores não somente de Leishmaniose , mas também de outros agentes zoonóticos.




Tratamento:
O tratamento do calazar canino é visto, no contexto do grande avanço de qualidade da assistência veterinária. As opções de protocolos distintos conferem aos pacientes grandes possibilidades de melhora clínica e menores índices de recidivas. Entretanto, são prolongados com o tempo tornam-se caros e em alguns casos são ineficientes.


A opção pelo tratamento de um cão com calazar deve considerar parâmetros ligados à condição clínica do paciente e a participação consciente do proprietário, os quais irão determinar os critérios de tratamento e sua viabilidade. O paciente deve ser avaliado pelo médico veterinário através de detalhado exame clínico e laboratorial, que inclui a confirmação do diagnóstico sorológico, com determinação do limite da diluição positiva e da presença do parasito em amostra de pele, punção de linfonodos e de medula óssea, através de técnicas citológicas ou histológicas. Exames complementares de hemograma, testes bioquímicos de função renal e hepática e perfil eletroforético das proteínas séricas, permitirão ao clínico prognosticar e decidir sobre a indicação do tratamento. Infecções concomitantes como babesiose, erlichiose, demodicose, escabiose, hepatozoonose, criptococose e dirofilariose devem ser consideradas a fim de se estabelecer a prioridade de tratamento entre as enfermidades diagnosticadas.


Confirmada a doença e apresentando o animal condições para execução do tratamento, é de suma importância o diálogo franco com seu proprietário. O esclarecimento detalhado sobre a doença, sua condição de enfermidade crônica e incurável, a necessidade de medidas profiláticas concomitantes ao tratamento e seus custos devem ser relatados. Entre os custos, incluem-se medicamentos, serviços veterinários e exames laboratoriais realizados trimestralmente.


A opção pelo tratamento só se dará mediante a confirmação da qualidade clínica do paciente associada ao compromisso do proprietário.

Escrito por: Sonia Faria 
Médica Veterinária - CRMV-CE 1000 / UECE
Biotério Central da Universidade Federal do Ceará (BIOCEN - UFC)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Amigo virtual

JÁ PENSOU HOJE EM COMO A VIDA É BELA?
JÁ FEZ ALGUMA COISA PARA MUDAR A SUA VIDA? 
JÁ DISSE ÀS PESSOAS DE SUA FAMÍLIA O QUANTO AS AMA? 
JÁ AGRADECEU A DEUS PELAS COISA BELAS QUE VOCÊ TEM? 
O QUE ESTÁ ESPERANDO? 
VÁ VIVER A SUA VIDA, POIS A FELICIDADE NÃO PODE ESPERAR.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

BOM DIA

Aqui estamos nós.

Aí está você.

O importante MESMO é você saber que você está aí e bem.

Seja como for, você acaba de ganhar mais um dia de presente para viver. Por isso, comemore este novo dia.

Agradeça.

A partir de agora você retoma o contato com a magia de fazer parte da raça humana.

Viva este evento como algo fantástico.

Afinal, você também é um milagre da natureza.

Cada manhã traz a oportunidade de sintonia com o universo através de múltiplos canais de percepção.

Enquanto você ainda está no silêncio, na intimidade dos seus pensamentos, nos devaneios do espírito da rotina de mais um despertar, a vida se revela...

Emocione-se com os fenômenos da natureza, a chuva, o vento , as nuvens, os trovões, os primeiros raios de sol que estão começando a colorir o céu ...

E principalmente , emocione-se porque você faz parte deste espetáculo...

Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só nos dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã. Enquanto lamentamos que a vida é curta, agimos como se tivéssemos à nossa disposição um estoque inesgotável de tempo.

Esperamos demais para dizer as palavras de perdão que devem ser ditas, para pôr de lado os rancores que devem ser expulsos, para expressar gratidão, para dar ânimo, para oferecer consolo.

Esperamos demais para ser generosos, deixando que a demora diminua a alegria de dar espontaneamente.

Esperamos demais para ser pais dos nossos filhos pequenos, esquecendo quão curto é o tempo em que eles são pequenos, quão depressa a vida os faz crescer e ir embora.

Esperamos demais para dar carinho aos nossos pais, irmãos eamigos. quem sabe quão logo será tarde demais?

Esperamos demais para enunciar as preces que estão esperando para atravessar nossos lábios, para executar as tarefas que estão esperando para serem cumpridas, para demonstrar o amor, que talvez não seja mais necessário amanhã.

Esperamos demais nos bastidores, quando a vida tem um papel para desempenharmos no palco.

Deus também está esperando - esperando nós pararmos de esperar.

Esperando nós começarmos a fazer agora tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos foram dados.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Buli-mia

Bulimia - É uma doença na qual uma pessoa está preocupada com o consumo de grandes quantidades de alimento em curtos períodos. A pessoa afetada, em seguida, utiliza vários métodos - tais como vómitos ou laxantes - para evitar ganho de peso.

Bulimia - Causas, sinais e sintomas

Causas
Mais mulheres do que homens e bulimia distúrbio é mais comum em adolescentes e mulheres jovens. pessoa afetada é geralmente cientes que eles comem e pode enfrentar o medo anormal ou culpa.
A causa exata da bulimia é desconhecida. Genéticas, traumas psicológicos, familiares, sociedade, ou fatores culturais podem desempenhar um papel. Bulimia é provavelmente devido a vários fatores.
Os sinais e sintomas
Na bulimia, os episódios podem ocorrer mais frequentemente várias vezes por dia durante vários meses.
Pessoas com bulimia comer grandes quantidades de alimentos tipicamente ricos em calorias, geralmente em segredo.
Estes geralmente causam um sentimento de auto-aversão, o que leva ao que é chamado de depuração, a fim de evitar o ganho de peso. O tratamento pode incluir: vômitos, excesso de exercício e uso de laxantes, enemas, ou diuréticos (comprimidos de água). O tratamento geralmente traz uma sensação de alívio.
O peso corporal é geralmente normal, embora as pessoas com bulimia muitas vezes se vêem como excesso de peso. Como o peso é muitas vezes normal, este distúrbio alimentar não pode ser observada por outros.
Sintomas ou comportamentos que podem ser vistos incluem:
  • laxantes embalagem Prova lançada, pílulas de dieta, antieméticos (medicamentos que induzem o vômito) ou diuréticos (medicamentos que reduzem a líquidos, também chamados de pílulas de água)
  • Em uma pessoa normal em questão vai ao banheiro logo após as refeições
Diagnóstico
Um exame dentário pode apresentar cáries dentárias e infecções na gengiva (como a gengivite). O esmalte dentário pode ser erodida por causa do excesso de exposição ao ácido de vômito.
Um exame físico pode revelar também:
  • quebrados os vasos sanguíneos nos olhos (por causa de vômitos)
  • A boca seca
  • As erupções cutâneas e espinhas
  • pequenos pedaços e calos na parte superior das articulações dos dedos devido ao vômito auto-induzido

Bulimia - Tratamentos

Pessoas com bulimia nervosa raramente necessitam de internação, exceto que:
  • ciclos de tratamento - tem levado a anorexia
  • Os medicamentos são necessários para a hemorragia de privação
  • depressão está presente
Na maioria das vezes, uma abordagem gradual é levado para os pacientes com bulimia. Esta abordagem segue etapas específicas de tratamento, dependendo da gravidade da doença e da resposta individual ao tratamento:
  • Os grupos de apoio pode ser útil para pacientes com doença leve, que não têm problemas de saúde.
  • terapia cognitivo-comportamental e terapia nutricional.
  • Medicamentos usados para a bulimia são normalmente antidepressivos conhecidos como inibidores seletivos de serotonina (SSRIs). Uma combinação de TCC e ISRS é muito eficaz se a TCC não é eficaz isoladamente.
Os pacientes podem optar por programas, se eles têm expectativas irreais de ser curada pela terapia sozinho. Antes de o programa começar, o paciente deve saber muito claramente: