A única coisa que limita nossas conquistas é o pensamento de que não podemos conquistar. Realmente não é novidade para ninguém que as pessoas que dizem que podem, podem, e as que dizem que não podem, não podem.
Um homem diz: “Acho que sempre serei um batalhador”. Aí, ele para de aprender, ignora as oportunidades, não trabalha até mais tarde, não economiza e não tenta porque “não adianta mesmo…”. Dito e feito! Sua profecia se torna verdadeira e ele nunca vence na vida.
Já outro homem diz: “Eu vou vencer, e farei o que for preciso para isso. Trabalharei tanto quanto for necessário; aprenderei tudo que puder e serei tão diferente quanto precisar ser. Eu posso!”. E o homem consegue!
Vale a pena lembrar que há lucros em ambos os casos. O primeiro indivíduo consegue evitar a responsabilidade. Ele sempre pode dizer: “É tudo tão difícil! Faça isso por mim”. Ele foge da oportunidade de exercitar a disciplina pessoal que geraria seu sucesso. E pode até conquistar alguma simpatia, afinal, bancar o bobo e incapaz pode ser muito proveitoso e conveniente.
Já os frutos colhidos pelo segundo indivíduo são mais evidentes. Ele alcança seu objetivo. Portanto, vamos reconhecer que há vantagens em ambos os casos.
Em poucas palavras: somos responsáveis pelas limitações que impomos a nós mesmos. Jogar fora os rótulos que colocamos em nós é o primeiro passo para ter uma vida melhor.
(Andrew Matthews)
São muitos os dilemas da paixão amorosa. Muita gente se convence de que amar é sofrer”, diz a sexóloga e escritora Maria Helena Matarazzo. “Uma das maiores contradições a respeito do amor é que, se ele não tem continuidade, não se realiza. Em contrapartida, se continua, pode acabar se enfraquecendo. O amor moderno é flutuante, episódico, sem compromisso com o amanhã”, diz ela . Essa pode ser a razão pela qual é tão comum que as pessoas desenvolvam o medo de se envolver com alguém. Diante da falta de comprometimento na relação, a pessoa tem medo de se apaixonar de verdade e sofrer. Algumas pessoas, mais idealistas, descrevem o amor como ele deveria ser. Outras, mais realistas, crêem que ele é incerto e pode causar dor. Para Maria Helena, “ o amor deve se encaixar à vida. Todos querem amar, mas têm medo porque acham que não vão receber o mesmo amor de volta. O resultado são renúncias, desapaixonamentos e abandonos que criam uma enorme descrença em relação ao amor”. A seguir, alguns dos temores mais comuns que podem acabar com as chances de um romance antes que ele aconteça.
Medo da Frustração – o receio de que dê tudo errado e o outro acabe pondo um fim na situação é muito comum, até porque, isso realmente acontece várias vezes na vida de todas as pessoas.
O que fazer? Deixe fluir – para a maioria, no entanto, um dia o acerto acontece, desde que se dê uma chance para o destino (ou para a sorte). Enquanto não encontra a pessoa certa, por que é que você não se diverte um pouco com as erradas?
Medo do compromisso – namorar alguém não quer dizer que você esteja comprometido(a) a ponto de ter que conhecer a família dele(a), almoçar com a sogra todos os domingos e, num prazo determinado, se casar! Muita gente perde bons momentos na vida por medo de entrar numa situação da qual não consiga sair depois. Se este é seu receio, isso é sinal de que você precisa fortalecer a sua capacidade de dizer o que sente e o fazer as escolhas que deseja. O que fazer? Ouse e o poder lhe será dado – quem não arrisca, não petisca – o mais provável é que você viva alguns relacionamentos para que, depois de algumas experiências, queira se comprometer com alguém para valer. Quando isso acontecer, se comprometerá com muita satisfação. Mas se não arriscar, jamais saberá do que estamos falando.
Medo de sofrer – é o velho medo de amar demais e ser abandonado(a), morrer de ciúmes ou sofrer uma decepção. Pode ser que isso aconteça, faz parte do jogo da vida. Mas é você quem escolhe a sua atitude diante do que lhe acontece. O medo de sofrer, em geral, não tem fundamento e ao fazer isso, você está projetando no futuro algo que aconteceu no passado. Lembre-se: O futuro não é igual ao passado. Transforme o medo de sofrer em poder pessoal e consciência de que você pode e deve pilotar as suas reações diante das experiências que se apresentam.
O que fazer? Foque no positivo – estabeleça limites para si mesmo(a) e eduque-se emocionalmente. Preste atenção em suas atitudes e pensamentos. Não se permita seguir caminhos destrutivos, nem reforce pensamentos negativos. Se eles aparecerem, e aparecem, deixe que retornem para o nada de onde se originam. Imagine a vida feliz que quer levar ao lado de alguém e esforce-se para conquistar o que deseja. Onde você coloca a sua atenção você coloca a sua energia. Escolha pensar e mentalizar o que deseja. Sentir-se incapaz – a baixa auto-estima ou a visão negativa de si mesmo(a) pode fazer com que uma pessoa duvide de sua capacidade de fazer alguém feliz, de levar uma vida boa e tranqüila. Quem não se sente merecedor(a) de amor, acaba sabotando os relacionamentos sem perceber. Tenha em mente que se alguém o(a) escolheu, é porque gosta do que vê em você e tem boas expectativas quando imagina a vida ao seu lado.
O que fazer? Cultive a auto-estima – você não precisa expor essa sensação de que não se sente digno(a) de ser amado(a). Ele(a) não precisa e nem deve saber de sua sensação de inferioridade, pois isso depõe contra você. Se sentir que precisa de um apoio, procure ajuda de uma psicoterapia ou mesmo de amigos mais experientes em quem confia.
Lembre-se: se você se der uma oportunidade e relaxar, verá que a vida segue seu caminho naturalmente, e a alegria estará nas menores coisas. à medida que buscar a harmonia sem se cobrar muito, mas sendo o seu melhor e se esforçando para superar as suas limitações, ganhará segurança e perceberá que merece, como qualquer outra pessoa, viver um relacionamento feliz.
Medo que tudo dê errado – se você tem medo de entrar numa relação e depois tudo dar errado, atenção. É provável que você esteja projetando sofrimentos passados no futuro. Transforme essa crença de que todas as pessoas irão decepciona-lo(a). Se você já sofreu muito no amor é mais uma razão para mudar esse padrão e se abrir para uma nova e bem sucedida experiência.
O que fazer? Nada de tentar prever o futuro – em vez disso, viva da melhor maneira que conseguir a cada dia. Quem está presente no aqui e no agora, constrói a cada momento, um futuro pleno. Tenha em mente que sua felicidade ou tristeza dependem de você mesmo(a). Lembre-se: quando um trem não para na nossa estação é porque não era o nosso trem.
Fernanda Dannemann
Viver a dois será sempre uma experiência difícil e, às vezes, dolorosa.A experiência mostra claramente que um casamento bem constituído é uma poderosa fonte estabilizadora do ser humano.A experiência também mostra que um casamento mal sucedido é uma experiência patológica altamente destrutiva para as pessoas envolvidas.Um casamento feliz influi em todas as outras dimensões da personalidade, humanizando-as e integrando-as.
Igualmente, sucessos ou fracassos nas outras áreas, influem sobre o casamento, consolidando-o ou destruindo-o .
Quando há pouca maturidade, o casamento acaba se tornando um lugar de expressão de egoísmo e de destruição, um lugar de exercício do poder.
Nesse sentido, o amor é a negação da manipulação do parceiro, é a negação da posse, é a negação do egoísmo.
O amor é um conjunto de emoções-sentimentos que leva a confirmar o outro na sua identidade e em seu projeto de vida.
Como tudo na vida, o amor precisa de manutenção, de cuidado, senão se enfraquece e extingue.
Este cuidado comporta, entre outras coisas, o investimento na relação e no crescimento dos parceiros.
O grande equívoco é querer tratar “doenças” do casamento quando o mal já é irreversível, quando a distância entre os dois já se tornou insuperável