sábado, 5 de março de 2011

Carta de Deus

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Você já pensou em receber uma carta de Deus?

Se Deus lhe escrevesse, o que será que Ele teria para lhe dizer?

Talvez a carta começasse assim:

Olá, como você acordou esta manhã?

Eu observei e esperei, pensando que você falaria Comigo, mesmo que fossem apenas umas poucas palavras, para saber Minha opinião sobre alguma coisa, ou Me agradecendo por algo de bom que lhe aconteceu ontem.

Mas, notei que você estava muito ocupado, tentando encontrar uma roupa que ficasse bem em você, para ir ao trabalho.

Então, Eu esperei outra vez. Quando você correu pela casa de um lado para outro, já arrumado para sair, Eu estava lá. Seriam certamente poucos minutos para você dizer alô, mas você estava realmente muito ocupado.

Você se deu conta de que tinha que esperar alguns minutos e os gastou sentado em uma cadeira fazendo nada. Estava apenas sentado.

Então, vi que você se levantou rapidamente e pensei que você queria falar Comigo, mas você correu ao telefone e ligou para um amigo para lhe contar as últimas novidades.

Eu vi quando você foi para o trabalho e esperei pacientemente o dia inteiro. Com todas as suas atividades, achei que você estaria realmente muito ocupado para dizer alguma coisa.

Notei que, antes do almoço, enquanto esperava a refeição, você olhou ao redor, mas não foi dessa vez. Talvez se sentisse um pouco sem jeito ou com vergonha de falar Comigo em público.

Vi quando você observou alguns de seus amigos fazendo uma breve oração antes do almoço, mas você não teve coragem.

Tudo bem! O dia ainda não havia acabado e Eu tinha esperança que você falasse Comigo hoje.

Você foi para casa e parecia que tinha muitas coisas para fazer. Depois que terminou algumas delas, ligou a televisão e gastou bastante tempo em frente à TV, curtindo a programação.

Eu esperei pacientemente, outra vez, enquanto você jantava, e mais uma vez você não falou Comigo!

Enfim, chegou a hora de ir para cama, chegou a hora de dormir...

Pensei que, naquele momento, você se lembraria de Mim, ao menos para agradecer pelo dia que passou, mas você devia estar muito cansado.

Depois que disse boa noite para a sua família, pulou na cama e dormiu rapidamente.

Tudo bem, talvez você não soubesse que Eu estou sempre ao seu lado.

Mas Eu tenho muita paciência. Muito mais do que você possa imaginar. Desejo ensinar a você como ser paciente com as outras pessoas e como ser bom.

Eu o amo tanto que espero todos os dias um sinal seu, um simples gesto, uma curta oração, um pensamento de agradecimento...

Sabe, meu filho, é muito difícil manter uma conversa sozinho, um monólogo. O bom mesmo é dialogar mas, infelizmente, você não se lembra de Mim.

Bom, amanhã você vai se levantar outra vez para um novo dia. E mais uma vez Eu estarei esperando, talvez em vão, mas com muito amor para você, desejando que você possa dar-Me alguma atenção, um pouco do seu tempo.

Tenha um bom dia!

Seu amigo, sempre presente, Deus.

* * *

Talvez esta suposta carta nada tenha a ver com você, pois você sempre se lembra de falar com Deus.

Mas, se alguma coisa lhe chamou atenção lembre-se de que, no mínimo, você deve gratidão a Deus pela vida.

Pelo fato de você estar respirando neste exato momento, por estar com saúde, por poder ouvir, falar, andar...

Enfim, agradecer a Deus por lhe ter permitido existir.

Pense nisso!

Carta para os homens

Prezados Homens,

Acho que não preciso fazer toda uma introdução, e posso ir direto ao assunto, não? Não é preciso dizer que vocês, digo, nós, somos todos iguais. As mulheres já se encarregaram de espalhar a notícia. Ah, não, leitoras, não pensem que as estou chamando de fofoqueiras. Longe de mim. Até porque acho que nós, homens, somos mais fofoqueiros do que vocês.

Mas esta carta não é para falar sobre nossas misérias mais humanas, como a fofoca, ou o fato de sermos o verdadeiro sexo frágil. Não poderíamos parir. E sabemos disso. Não agüentaríamos as dores do parto, os pontos de uma cesariana e menos ainda todo o trabalho de amamentar a cada duas ou três horas durante sabe-se lá quanto tempo.

Não, esta carta é para que compartilhemos nossas misérias divinas. Muito se fala do pecado original e da expulsão do homem e da mulher do paraíso. Fala-se das dores do parto que a mulher ganhou como castigo. Fala-se do esforço que a humanidade teve de passar a fazer para se sustentar, para sobreviver. Mas ninguém fala, nem falou, sobre a pior sensação do homem. Somos incompletos. Fomos expulsos do paraíso e ficamos incompletos. E não estou falando de nenhuma costela que nos foi extraída, mas sim de um apêndice.

A verdade é que nós homens, depois que perdemos uma costela, ganhamos um controle remoto como compensação. E no paraíso, estávamos completos, e éramos felizes. Mas no dia que ganhamos o cartão vermelho por causa da maçã (mais envenenada do que a da Branca de Neve), perdemos o apêndice do nosso braço, o controle remoto.
Por isso, quando estamos em casa e ligamos a televisão, automaticamente nossos dedos tomam posse do controle, e começamos a zapear, da mesma maneira que fazíamos no Jardim do Éden, vendo 2 minutos de um filme de suspense, 5 de um de ação, 15 segundos de uma comédia romântica, meio capítulo de novela, que já encontramos começada, e 2 horas de futebol.

Não é que nós queiramos, mas ter o controle remoto nos devolve o nosso eixo, nos devolve ao nosso estado de paraíso, nos devolve o que realmente somos. E isso talvez as mulheres não saibam.

Homens, devemos contar essa verdade para todas as mulheres, sem exceção, porque entender isso ajuda a que elas nos entendam um pouco mais, apesar de sermos todos iguais.

Um abraço,

Carta e Verso / I.R.

http://cartaeverso.blogspot.com/

Carta ao Homem- Por Pedro J. Bondaczuk

O caminho do sucesso é estreito e acidentado e quando as pessoas conseguem obtê-lo, às vezes se decepcionam por não se sentirem felizes com os resultados. Aliás, trata-se de um conceito bastante subjetivo, este que se refere ao êxito, com significados diferentes de um indivíduo para outro.
É algo que não se obtém por acaso. Precisa ser cuidadosamente planejado e incessantemente buscado, sem esmorecimento ou desânimo. Além disso, não é um certificado de garantia de que quem o obtenha será feliz.

O doutor Lair Ribeiro define com precisão: “Sucesso é conseguir o que você quer. Felicidade é querer o que você conseguiu”. Muitos optam pelo primeiro e envelhecem desiludidos e amargos, abreviando suas vidas. Outros, apostam no segundo e terminam seus dias na Terra dando preciosas lições de sabedoria e de amor ao próximo.

Viver é, além de uma maravilhosa oportunidade, uma inigualável aventura e um enorme privilégio, sobretudo uma arte. O escritor João Guimarães Rosa coloca na boca de um de seus tantos personagens a seguinte observação: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim. Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.
Este é o diferencial entre os que conseguem chegar a uma avançada idade com lucidez, produtividade e, sobretudo, alegria e os que envelhecem melancolicamente, se auto-desrespeitando e sendo alvos apenas da indiferença ou, quando muito, piedade alheias.

A artista plástica Diana Santos, entre seus inúmeros trabalhos, pintou um quadro comovedor, que intitulou “O Velho”. A figura do ancião retratado na tela passa uma magia, uma ternura, uma doçura incomparáveis. Outro dia, ela revelou que esse homem frágil e ao mesmo tempo forte, existe. Não se trata de alguma pessoa de sua família, nem de alguém que tenha tido todas as facilidades na vida para chegar à idade que chegou. Ela própria dá a identificação: “Seu nome é Domingos. Sua profissão, vendedor de vassouras. Sua moradia, de favor na casa de alguém. Seu objetivo, amar e viver, pelo homem e com o homem, por Deus e com Deus”.

Essa humilde figura, revestida de tamanha grandeza, fez com que a artista se sentisse insatisfeita somente em retratar o seu porte. A linguagem dos traços, das tintas, do jogo de luz e sombras, foi insuficiente para Diana expressar a impressão que o senhor Domingos lhe passou, a despeito da excelência do quadro. Por isso, recorreu à poesia, a esta “Carta ao homem e à vida”: “Ele usa sua sabedoria, com sabedoria. Usa sua idade com inocência. A curvatura de suas costas mostra sua experiência. Não enxerga, mas vê como se vê através da água. Seus olhos azuis brilham e amam. 

A dor de sua vida encara como se fosse um carinho, um presente de Deus. Sua roupa velha e surrada serve somente para cobrir e aquecer seu corpo cansado, sem cobrir sua beleza e riqueza. Sorri e conversa lhe dando amor, vida, alegria, força, fé, amizade, carinho e felicidade. Seus 80 anos ou mais trabalham com a alegria e a força que necessita para viver”.

Está aí um homem sábio que soube ser feliz com quase nada. Superou deficiências, equacionou ambições, racionalizou metas e encontrou um objetivo simples, um significado amplo para a vida. Poucos conseguem isso. Quem o diz é um dos homens mais sábios do nosso tempo, Albert Einstein, que sentenciou: “É estranha a nossa situação aqui na Terra. Cada um de nós vem para uma curta visita, sem saber porque, embora às vezes possamos prever algum objetivo”.

Felizes das pessoas que o prevêem! O cidadão Domingos, 80 anos, cujo sobrenome desconheço, descobriu o óbvio, que cientistas, filósofos, artistas e muitos gênios jamais atinaram. Ou seja, que o maior objetivo da vida é amar e viver...Simples assim. 

Fields of Gold by I Muvrini & Sting