sábado, 5 de março de 2011

Carta para os homens

Prezados Homens,

Acho que não preciso fazer toda uma introdução, e posso ir direto ao assunto, não? Não é preciso dizer que vocês, digo, nós, somos todos iguais. As mulheres já se encarregaram de espalhar a notícia. Ah, não, leitoras, não pensem que as estou chamando de fofoqueiras. Longe de mim. Até porque acho que nós, homens, somos mais fofoqueiros do que vocês.

Mas esta carta não é para falar sobre nossas misérias mais humanas, como a fofoca, ou o fato de sermos o verdadeiro sexo frágil. Não poderíamos parir. E sabemos disso. Não agüentaríamos as dores do parto, os pontos de uma cesariana e menos ainda todo o trabalho de amamentar a cada duas ou três horas durante sabe-se lá quanto tempo.

Não, esta carta é para que compartilhemos nossas misérias divinas. Muito se fala do pecado original e da expulsão do homem e da mulher do paraíso. Fala-se das dores do parto que a mulher ganhou como castigo. Fala-se do esforço que a humanidade teve de passar a fazer para se sustentar, para sobreviver. Mas ninguém fala, nem falou, sobre a pior sensação do homem. Somos incompletos. Fomos expulsos do paraíso e ficamos incompletos. E não estou falando de nenhuma costela que nos foi extraída, mas sim de um apêndice.

A verdade é que nós homens, depois que perdemos uma costela, ganhamos um controle remoto como compensação. E no paraíso, estávamos completos, e éramos felizes. Mas no dia que ganhamos o cartão vermelho por causa da maçã (mais envenenada do que a da Branca de Neve), perdemos o apêndice do nosso braço, o controle remoto.
Por isso, quando estamos em casa e ligamos a televisão, automaticamente nossos dedos tomam posse do controle, e começamos a zapear, da mesma maneira que fazíamos no Jardim do Éden, vendo 2 minutos de um filme de suspense, 5 de um de ação, 15 segundos de uma comédia romântica, meio capítulo de novela, que já encontramos começada, e 2 horas de futebol.

Não é que nós queiramos, mas ter o controle remoto nos devolve o nosso eixo, nos devolve ao nosso estado de paraíso, nos devolve o que realmente somos. E isso talvez as mulheres não saibam.

Homens, devemos contar essa verdade para todas as mulheres, sem exceção, porque entender isso ajuda a que elas nos entendam um pouco mais, apesar de sermos todos iguais.

Um abraço,

Carta e Verso / I.R.

http://cartaeverso.blogspot.com/

Carta ao Homem- Por Pedro J. Bondaczuk

O caminho do sucesso é estreito e acidentado e quando as pessoas conseguem obtê-lo, às vezes se decepcionam por não se sentirem felizes com os resultados. Aliás, trata-se de um conceito bastante subjetivo, este que se refere ao êxito, com significados diferentes de um indivíduo para outro.
É algo que não se obtém por acaso. Precisa ser cuidadosamente planejado e incessantemente buscado, sem esmorecimento ou desânimo. Além disso, não é um certificado de garantia de que quem o obtenha será feliz.

O doutor Lair Ribeiro define com precisão: “Sucesso é conseguir o que você quer. Felicidade é querer o que você conseguiu”. Muitos optam pelo primeiro e envelhecem desiludidos e amargos, abreviando suas vidas. Outros, apostam no segundo e terminam seus dias na Terra dando preciosas lições de sabedoria e de amor ao próximo.

Viver é, além de uma maravilhosa oportunidade, uma inigualável aventura e um enorme privilégio, sobretudo uma arte. O escritor João Guimarães Rosa coloca na boca de um de seus tantos personagens a seguinte observação: “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim. Esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.
Este é o diferencial entre os que conseguem chegar a uma avançada idade com lucidez, produtividade e, sobretudo, alegria e os que envelhecem melancolicamente, se auto-desrespeitando e sendo alvos apenas da indiferença ou, quando muito, piedade alheias.

A artista plástica Diana Santos, entre seus inúmeros trabalhos, pintou um quadro comovedor, que intitulou “O Velho”. A figura do ancião retratado na tela passa uma magia, uma ternura, uma doçura incomparáveis. Outro dia, ela revelou que esse homem frágil e ao mesmo tempo forte, existe. Não se trata de alguma pessoa de sua família, nem de alguém que tenha tido todas as facilidades na vida para chegar à idade que chegou. Ela própria dá a identificação: “Seu nome é Domingos. Sua profissão, vendedor de vassouras. Sua moradia, de favor na casa de alguém. Seu objetivo, amar e viver, pelo homem e com o homem, por Deus e com Deus”.

Essa humilde figura, revestida de tamanha grandeza, fez com que a artista se sentisse insatisfeita somente em retratar o seu porte. A linguagem dos traços, das tintas, do jogo de luz e sombras, foi insuficiente para Diana expressar a impressão que o senhor Domingos lhe passou, a despeito da excelência do quadro. Por isso, recorreu à poesia, a esta “Carta ao homem e à vida”: “Ele usa sua sabedoria, com sabedoria. Usa sua idade com inocência. A curvatura de suas costas mostra sua experiência. Não enxerga, mas vê como se vê através da água. Seus olhos azuis brilham e amam. 

A dor de sua vida encara como se fosse um carinho, um presente de Deus. Sua roupa velha e surrada serve somente para cobrir e aquecer seu corpo cansado, sem cobrir sua beleza e riqueza. Sorri e conversa lhe dando amor, vida, alegria, força, fé, amizade, carinho e felicidade. Seus 80 anos ou mais trabalham com a alegria e a força que necessita para viver”.

Está aí um homem sábio que soube ser feliz com quase nada. Superou deficiências, equacionou ambições, racionalizou metas e encontrou um objetivo simples, um significado amplo para a vida. Poucos conseguem isso. Quem o diz é um dos homens mais sábios do nosso tempo, Albert Einstein, que sentenciou: “É estranha a nossa situação aqui na Terra. Cada um de nós vem para uma curta visita, sem saber porque, embora às vezes possamos prever algum objetivo”.

Felizes das pessoas que o prevêem! O cidadão Domingos, 80 anos, cujo sobrenome desconheço, descobriu o óbvio, que cientistas, filósofos, artistas e muitos gênios jamais atinaram. Ou seja, que o maior objetivo da vida é amar e viver...Simples assim. 

Fields of Gold by I Muvrini & Sting

Carta a um homem especial


Gosto de ver-te assim, a observar-me com um leve 
sorriso enquanto perco as horas escrevendo no pc 
o que tu chamas de “as minhas fantasias”. Dizes 
que “viajo na maionese”, ou quando finges dormitar 
ao som das notas desafinadas que dedilho ao piano 
mas, bem sei que ficas a ouvir...
Gosto quando me abraças enquanto olho a chuva 

na janela e me ofereces uma taça de vinho e, num 
doce e profundo beijo desnuda-me a alma... E com 
a doçura que te é nata, toma-me em carícias com 
tuas mãos quentes, e com teus gestos firmes ama-me 
como se eu fosse única e eternamente tua... Nesse 
momento o mundo somos nós, tu e eu entre os lençóis 
suados, enlaçados...nessa doce troca de olhares 
enquanto 
me afagas os cabelos...
Gosto de acordar num beijo, enquanto murmuras 

baixinho: - “o café está na mesa, meu bem”. E de 
quando me acaricias as costas e brincas de soprar 
as espumas do banho enquanto reclamo que estás 
a me molhar os cabelos; sabes que só os lavo à noite 
e que pela manhã não dá tempo de seca-los, mas 
ainda assim os molhas...
Gosto quando penteias a barba a olhar-me através

do espelho, enquanto falamos sobre o dia que 
começa e me divirto quando tu chegas na rua e 
descobres que esquecestes as chaves do carro e 
voltas pra me 
dar um beijo...
E, nesta paz de cada amanhecer 

eu me encontro em ti...

Ass: Eu