sábado, 30 de abril de 2016

A VIDA A DOIS



Viver a dois será sempre uma experiência difícil e, às vezes, dolorosa.
A experiência mostra claramente que um casamento bem constituído é uma poderosa fonte estabilizadora do ser humano.
A experiência também mostra que um casamento mal sucedido é uma experiência patológica altamente destrutiva para as pessoas envolvidas.
Um casamento feliz influi em todas as outras dimensões da personalidade, humanizando-as e integrando-as.
Igualmente, sucessos ou fracassos nas outras áreas, influem sobre o casamento, consolidando-o ou destruindo-o .
Quando há pouca maturidade, o casamento acaba se tornando um lugar de expressão de egoísmo e de destruição, um lugar de exercício do poder.
Nesse sentido, o amor é a negação da manipulação do parceiro, é a negação da posse, é a negação do egoísmo.
O amor é um conjunto de emoções-sentimentos que leva a confirmar o outro na sua identidade e em seu projeto de vida.
Como tudo na vida, o amor precisa de manutenção, de cuidado, senão se enfraquece e extingue.
Este cuidado comporta, entre outras coisas, o investimento na relação e no crescimento dos parceiros.
O grande equívoco é querer tratar “doenças” do casamento quando o mal já é irreversível, quando a distância entre os dois já se tornou insuperável

sábado, 9 de abril de 2016

Meu nome é Mulher

Meu nome é Mulher e encontro a minha morada na liberdade
Não sei ser presa mas aprendi a me deixar ser a caça quando necessário e a caçadora quando o cheiro encanta o meu faro
Se enjaulada mostro-me pela metade e a minha busca é ser inteira 
Inteira com meus erros, acertos e vontades.
Com meu faro, com meu sexo, com minha ousadia. 
Busco-me na solidão e encontro-me no meu silêncio. Aventuro-me em minha matilha e encontro o meu esconderijo nos aposentos da minha alma.
Nesses aposentos, reside a "velha que sabe" que me esina ao sussurrar de cada melodia. Me traz a força na hora da fraqueza e me mostra que o tempo de menina boazinha já não é mais meu tempo.
Sou um pouco de Eva e tenho os trejeitos de Lilith. Sou menina-mulher, sombra e luz, medo e coragem.
Sou a dona de mim,carregada de emoções e ciclica por natureza.
Me pergunte por aonde eu ando e te responderei que não tenho caminho para caminhar, deixo o meu extinto me levar.
Fiz do hoje o meu único dia.
Danço e bailo quando o medo apresenta-se em meu castelo, ao abri a porta lhe dou as boas - vindas, convido para entrar e aprendo com ele a conhecer todo o palácio.
Hoje sei quem eu sou! Amanhã? Eu me reivento.
Borboleta por natureza, sou adepta à transformações.
Minha alma tem sede de liberdade e ousadia.
Aprendi a não me deixar vencer pelo cansaço e sim encontrar nele o impulso necessário para as minhas vontades.
Mergulho em minhas profundezas e coloquei a palavra Intensidade em meu sobrenome. Não breco ate conhecer, e ao conhecer me permito vivenciar as dores e as delicias do SER
Sou assim Fêmea, filha da Mãe, filha da Terra;
Me Buscando, Me Perdendo, Me ENCONTRANDO!!